Preconceito Linguístico

Enviada em 23/11/2020

Há muito vem se falando sobre a questão do preconceito linguístico, uma forma de discriminação social, onde utiliza-se um juízo de valor negativo para a forma de falar de algumas pessoas, onde faz-se um julgamento depreciativo, desrespeitoso e humilhante da fala do outro.

Essa prática é causada por considerar-se como “errado” algumas variantes da língua, associando-as como pessoas de classes sociais empobrecidas que não frequentaram a escola ou tiveram acesso a uma precária educação formal. Há um padrão imposto e tudo o que se diferencie dele é reprovável. As pessoas são desprezadas, marginalizadas e ridicularizadas pelo comportamento linguístico que apresentam.

Uma consequência muito difundida desse ato discriminatório e excludente é a de levar as pessoas a acreditarem que o domínio da norma culta é garantia para alcançar melhor posição social, como se isso fosse a solução para resolver os problemas dos menos favorecidos socialmente. A população mais carente, que muitas vezes, não tem acesso a educação, é discriminada por não falar a língua padrão e isso pode acabar gerando violência física, verbal e psicológica.

Portanto, vê-se que o preconceito linguístico está aí, firme e forte, e é usado como ferramenta de exclusão. O primeiro passo para impedir essa prática é entender que não existe certo ou errado na forma de comunicar e que não é porque uma pessoa não domina a norma culta da língua que ela é incapaz, com menos cultura ou que outra.