Preconceito Linguístico

Enviada em 24/11/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança e ao bem estar social. Conquanto, o tratamento da mídia, e a ausência de discussões nas escolas impossibilitam que parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Diante dessa perspectiva, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Esse tipo de preconceito tem um grande potencial para ferir a identidade de certas pessoas, já que afeta diretamente seus meios de comunicação, o que é uma das maiores ferramentas do homem. A problemática persiste em nossa sociedade, e pode ser vista até mesmo em grandes redes públicas de comunicação e entretenimento. De acordo com o escritor Marcos Bagno, um exemplo do exposto, é o modo como a rede globo apresenta e associa a fala nordestina com a população que a pratica.

Faz-se mister, ainda, salientar a precariedade educacional brasileira como impulsionadora do problema. De acordo com o renomado educador Paulo Freire, ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si. Diante do contexto é indubitável que uma melhora na educação pública, teria reflexos nos preconceitos praticados pelo povo brasileiro. Diante do exposto, a sociedade não pode aceitar que a situação permaneça de pé.

Portanto evidentemente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Visto que o tratamento da mídia, e a ausência de discussões nas escolas proporcionam a resistência do problema. O ministério da educação deve inserir discussões sob o problema nas escolas, através de cartilhas e rodas culturais, educando as crianças e adolescentes, mostrando o quão prejudicial esse preconceito pode ser. Além disso, cabem às mídias e sistemas de comunicações, terem um tratamento homogêneo com todas as variações linguísticas regionais, para que não transmitem preconceitos aos ouvintes. Dessa forma teríamos uma sociedade mais fiel aos princípios da constituição.