Preconceito Linguístico

Enviada em 26/11/2020

O Brasil é composto pela mistura de raças, gostos musicais e culturas, é natural que essa miscigenação influencie em sotaques e expressões. Essa mistura deveria ser vista como uma riqueza cultural do nosso país, mas ainda sim existem pessoas praticando o preconceito linguístico.         Segundo a linguista Marta Scherre, o “julgamento depreciativo, desrespeitoso, jocoso e, consequentemente, humilhante da fala do outro ou da própria fala” geralmente atinge as variedades associadas a grupos de menor prestígio social. Essa forma de exclusão é realizada por populações de quase todos os lugares, um exemplo disso é o Cebolinha da Turma da Mônica, que possui dislalia infantil, caracterizada pela dificuldade de articulação das palavra, no caso de Cebolinha ele acaba trocando o “R” pelo “L”, o mesmo em algumas cenas acaba sendo motivo de piada.

Portanto para conseguirmos “acabar” ou diminuir esse preconceito algumas medidas seriam, aceitar que não existe “certo” ou “errado” e sim variedade linguística; Se conscientizar de que toda língua muda e varia, o que hoje é “certo” antes era “errado” e o q hj é “errado” pode se tornar “certo”.