Preconceito Linguístico

Enviada em 27/11/2020

Preconceito linguístico, segundo o site Stoodi, é a discriminação social que julga o indivíduo pela forma como ele se comunica, ou seja, a idealização de que há variações linguísticas superiores. No Brasil, por mais que seja vivenciado por grande parte da população e seja um preconceito social, não tem tanto destaque e não é debatido tão frequentemente. Portanto, a supervalorização da norma culta e os métodos de ensino tradicionais podem ser considerados causas da problemática e devem ser combatidos.

Em primeira análise, cabe ressaltar o principal objetivo da norma culta. Ela foi criada para padronizar a escrita entre toda a população, tornando-a, assim, única no território nacional. Logo, o mecanismo favorece o pensamento de que a única forma correta de escrever é seguindo, rigorosamente, as regras gramaticais. Marcos Bagno, filólogo, linguista e professor, afirma em seu livro ‘’Preconceito linguístico: o que é e como se faz’’ que quando se trata da comunicação, não há certo ou errado, mas contextos onde se tornam inadequados. Desta forma, é incoerente exigir que um país extenso como o Brasil, com uma grande variedade cultural e étnica, tenha homogeneidade na língua.

Além disso, os métodos de ensino tradicionais não se encaixam tão bem na atualidade. Os autores dos materiais de ensino da maioria das escolas no Brasil, seguem estritamente à norma culta. Isto implanta o mesmo ideal dito anteriormente, que somente aquela forma de escrita é correta. Neste sentido, diversas consequências podem ser geradas, tais como a exclusão social aliadas a problemas psicológicos e a dificuldade de comunicação. Em uma escola, por exemplo, a ironia de um ‘’erro’’ pode acarretar em traumas que futuramente ocasionarão o medo de tentar em um aluno, prejudicando seu desempenho escolar.

Em suma, é nítido que a falta de empatia com outras variações da língua portuguesa deve ser combatida. Uma das soluções seria a desconstrução do estereótipo deste tema pela mídia, publicando em redes sociais ou emissoras de televisão anúncios publicitários, a fim de normalizar a diversidade linguística. Outra possível solução seria a inclusão de outras variantes nos materiais didáticos pelos autores, para que seja ensinado às crianças as diversas possibilidades de escrita. Assim, poderá ser garantido à sociedade, uma melhor qualidade de vida, livre deste preconceito.