Preconceito Linguístico
Enviada em 02/12/2020
Segundo o sociólogo e filosófo Auguste Comte, a sociedade é composta por partes e eixos interdependentes entre si. Isso quer dizer que ,por exemplo, um problema em uma dessas partes pode prejudicar toda a harmonia existente, visto que elas existem de forma coadjuvante. Analogamente, no eixo social brasileiro, o preconceito linguístico fere esse equilíbrio. Desse modo, convém discutir tal cenário, que ganha força devido a fatores de ordem política e social.
Em primeiro lugar , é necessário citar o papel do governo na construção desse desafio. Nesse sentido, John Locke, filósofo da área política, afirmou que o papel do Estado é garantir a liberdade e a vida aos seus integrantes. Contudo, no cenário atual, observa-se o contrário : pessoas são discriminadas apenas pelo seu jeito de falar. Assim , o parte do corpo social é privado de um direito básico, o que perpetua o problema.
Ademais , também é necessário considerar o papel da população nesse contexto. O sociólogo Emile Durkheim , ao considerar a sociedade como um fato social, entende as ações como atos coletivos que incidem diretamente sobre os indivíduos. Sob esse viés, quando a coletividadeé permeada pelo preconceito linguístico , o agir e pensar dela são influenciados a reproduzir tal padrão. Logo , ora pela negligência estatal , ora pela comportamento coletivo , ainda existem empecilhos para diminuição do problema.
Portanto, o Ministério da Educação deve - na condição de gestor de recursos dessa natureza- , por meio de um investimento econômico alto, criar eventos sobre o tema pelo país. Nessas ocasiões , professores de Língua Portuguesa deverão ministrar aulas sobre o tema , a fim de que os espectadores entendam sua importância . Feito isso , será possível a construção de uma sociedade harmônica pelo ideal de Comte.