Preconceito Linguístico
Enviada em 04/12/2020
Consoante ao poeta modernista Carlos Drummond, “No meio do caminho tinha uma pedra”, o preconceito linguístico é uma pedra no caminho da sociedade brasileira. Pois, embora o Brasil tenha alta variedade da língua portuguesa no seu território, tanto pela extensão geográfica, quanto pela desigualdade educacional, ainda é vigente o absurdo preconceito a essa diversidade. Nesse aspecto, esse panorama tem como causa a falha na Legislação e o legado histórico.
Em primeiro plano, destaca-se a ineficiente execução das leis como causa da problemática. Nessa esteira, a Constituição Cidadã de 1988 garante a liberdade de expressão de todos os brasileiros. Entretanto, percebe-se uma lacuna legislativa no que tange ao campo da linguagem, uma vez que as pessoas que usam um vocabulário divergente do considerado ideal são fortemente reprimidas e lesadas de seu direito. Logo, é inadmissível a manutenção do atual cenário opressivo resultado da fragilidade do Código Legal.
Em segundo plano, nota-se que a perpetuação histórica de valores inadequados agrava o problema. Acerca disso, a colonização do Brasil, no século 16, foi caracterizada por uma grave repressão da linguagem indígena e imposição da linguagem europeia. Analogamente, nos dias atuais, essa dinâmica continua a acontecer na relação entre os mais abastados, que tiveram mais acesso à educação, e os menos letrados. Dessa maneira, é evidente que o enraizamento desses valores desrespeitosos dificulta o combate ao preconceito linguístico.
Portanto, urge que medidas sejam tomadas para a solução do impasse. Assim, o Governo Federal, aliado à mídia, deve promover a democratização do conhecimento acerca da Legislação por meio de vídeos que apresentem esse conjunto de leis. Esses vídeos devem ser vinculados nos canais de TV aberta e redes sociais e devem ter como fim a instrução das pessoas e a consequente diminuição das taxas de desrespeito à lei. Dessa forma, será possível remover a pedra que impede a paz social.