Preconceito Linguístico

Enviada em 11/12/2020

Desde a colonização do Brasil, ocorrida em 1500, diversas culturas imergiram com uma cultura indianista brasileira, algumas durante o processo de exploração mineral e, outras, a partir dos incentivos portugueses em favor da povoação do território colonizado. Sendo assim, a fim de discorremos o preconceito linguístico no Brasil, faz-se necessário evidenciar dois fatores que corroboram sua disseminação, a sensação de superioridade do colonizador durante o processo, bem como a riqueza linguística e cultural brasileira.

Em primeiro lugar, consta-se, tomando como fio condutor o sociólogo Foucault, que a imposição da língua é um instrumento de dominação, não sendo esta, imune aos efeitos do poder. Sabe-se que, antes da chegada dos portugueses no Brasil, línguas nativas corriam pelo extenso território brasileiro, entretanto, os colonos portugueses empregaram sua língua para manterem relações, tornando-a  um elemento de dominação. Dessa forma, é possível afirmar que o preconceito linguístico é, não obstante, um marco da dominação colonial.

Posteriormente, é indispensável destacar que, durante a exploração econômica da colônia, diversas culturas imergiram na imensidão territorial brasileira, criando em cada espaço geográfico dialetos característicos. No livro Preconceito Linguístico, Marcos Bagno mostra que a língua portuguesa falada no Brasil não apresenta uma unidade, esse mito da língua única desconsidera a existência de variedades e diversidades linguísticas no país. Ou seja, dentro da dialética colonial não existe uma única maneira correta de falar, mas frutos de uma língua modificada.

Portanto, com intuito de sanar o preconceito linguístico no Brasil, é indispensável a intervenção do Estado. De modo que, cabe ao Ministério da Educação e Secretaria da Cultura, elaborar uma campanha em espaços públicos, como a rede de pública de ensino, que por meio de palestras realizadas por sociólogos, expliquem os aspectos culturais da língua e suas variações. Assim, acabando com a mazela do preconceito linguístico.