Preconceito Linguístico
Enviada em 12/12/2020
Uma das principais características do movimento modernista brasileiro foi valorizar os diferentes falares regionais e populares, além de criticar o uso à risca da gramática normativa na comunicação oral.Apesar dessa tentativa de valorização dos diferentes falares, hordienamente, eles são motivos de segregação e intolerância no Brasil.Com essa perspectiva, faz-se pertinente debater acerca cas causas e consequências do preconceito linquístico.
É importante ressaltar, em primeiro plano, os fatores que fazem essa problemática ser uma realidade no país.De acordo com o sociólogo alemão Émile Durkhein, a sociedade é responsável por moldar o indivíduo, tal pensamento justifica o preconceito presente na nação.Isso acontece, pelo fato que uma premissa de inferioridade foi relacionada aos cidadãos que não se comunicam da maneira tradicional, o que tornou a discriminação algo comum.Ademais, outro fator agravante para problema são os meios midiáticos, que utilizam esses diferentes tipos de falares como froma de entretenimento e comédia,o que acaba difundindo ainda mais essa ideia de inferioridade.Assim, evidencia-se que para combater esse cenário medidas devem ser tomadas para mudar o pensamento social.
Cabe mencionar, em segundo plano, as consequências geradas por esse tipo de intolerância.Um dos casos mais emblemáticos noticiado no Brasil acerca do assunto aconteceu em 2016, em que um médico humilhou um paciente, pois ele pronunciou algumas palavras erradas.Apesar da devida punição ao médico esse não foi um caso isolado, causando uma marginalização do indivíduos que pssuem a forma de falar diferente.Esse tipo de ação além de gerar constrangimento ao cidadão provoca uma segregação na sociedade.Dessa maneira, nota-se que ações devem ser tomadas no âmbito legislativo para combater o problema.
Diante do exposto, torna-se evidente que a questão do preconceito linguístico no Brasil possui uma íntima relação com os aspectos governamentais e sociais.Logo , cabe uma ação do Governo Federal, por meio de Poder Legislativo, a criação de leis que criminalizem atos de discriminação linguística, com o intuito de combater o pensamento de inferioridade.Visando ao mesmo objetivo, compete ao Ministério da Educação, por meio de mudanças na Base Nacional Comum Curricular, a inserção de debates sobre a importância da variação linguística para a formação da identidade nacional nas aulas de língua portuguesa do ensino médio.Com essas ações, espera-se que a valorização dos diferentes falares torne-se uma realidade para a sociedade.