Preconceito Linguístico

Enviada em 16/12/2020

São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratada com a mesma importância. Entretanto, no Brasil, a sensação de superioridade aliada à falta de saberes sobre as variações linguísticas, tem permitido que muitos indivíduos, sobretudo advindos de áreas nordestinas, sejam repudiados pelo seu modo de falar. Nesse sentido, duas das possíveis causas para o problema são a base educacional lacunar e a má influência midiática.

Inicialmente, cabe apontar as falhas na instrução escolar como intensificadoras da temática. De acordo com Emmanuel Kant, o ser humano é resultado da educação que teve. Com isso, nota-se que o preconceito com determinados grupos que não dominam a norma padrão deve-se aos institutos de instruções, seja por  não ensinar a língua portuguesa de forma fiel, seja por não transmitir conhecimentos sobre a diversidades de falas no país.

Ademais, os esteriótipos da mídia se relacionam ao empecilho. Segundo Pierre Bourdieu, o que foi feito para ser instrumento de democracia não deve ser usado como mecanismo de opressão. Lê-se, portanto, como nociva as más percepções que os meios midiáticos têm contra as pessoas que falam ‘‘diferente’’, o que não só intensifica o bullying contra esses indivíduos, como também os faz gerar sentimento de inferioridade.

Assim sendo, é necessário atenuar o entrave. Para isso, o MEC- Ministerio da Educação, Órgão incumbido de cuidar do sistema educacional, deve promover palestras nas escolas, por meio de entrevistas com vítimas do preconceito lingístico e especialistas no assunto, na finalidade de diminuir a questão da aversão de falas.