Preconceito Linguístico

Enviada em 13/12/2020

A Constituição Federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à dignidade da pessoa humana como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se reveberado com ênfase na prática quando se observa o preconceito linguístico , dificultando, desse modo, a universalização desse direito tão impotante. Nessa perspectiva, , faz-se emperiosa a anásile dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito linguístico. Nesse sentido, o Estado por muitas vezes negligencia os ataques contra  as populações que ultilizam a linguagem de modo diferente da norma-padrão , seja por questões sociais ou por questões geográficas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito ao bem-estar social, já que no Brasil existem variações linguísticas , o que infelizmente é evidente no país.

Faz-se mister, ainda, salientar a xenofobia como impulsionadora do aumento do número de casos de preconceito no Brasil. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações  sociais , políticas e econômicas em consonância com o aumento da globalização são características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Diante de tal contexto, é fulcral analisar que com o aumento do êxodo rural, durante o surto industrial brasileiro promovido por Juscelino Kubitschek, com ele veio o aumento do preconceito linguístico, principalmente contra a população vinda do nordeste brasileiro que até hoje sofre a extensão desse preconceito.

Infere-se, dessa maneira, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a consolidação de um mundo melhor. Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. Logo, o Estado, por meio do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos deve instituir um fundo contra o preconceito linguístico , promovendo com o auxílio de assistentes sociais a criação de políticas públicas como a criação de institutos federais que exponham as diferentes variações linguísticas que esxistem no Brasil. Nesse sentido, o fito de tal ação é minimizar o preconceito linguístico. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel o pensador, " Na mudança do presente a gente molda o futuro".