Preconceito Linguístico
Enviada em 17/12/2020
Na Constituição de 1988, o Artigo 5º, garante que todos são iguais, sem distinção de qualquer natureza. Todavia, na realidade atual, é notória a falta de coerência na aplicação desta lei, por intermédio da sociedade brasileira. Nesse viés, o preconceito linguístico na nação tupiniquim é, por vezes, causado pelo histórico intolerante sobre a grande diversidade cultural no país, assim, aumentando as desigualdades sociais.
Em primeira análise, a persistente e preconceituosa visão quanto às diferenças culturais encontradas na pátria verde amarela, alimentam um ciclo vicioso de preconceitos anteriormente estabelecidos. Similarmente, o período de colonização - carregado de culpa sobre o presente -, explícita as características de intolerância dentro do viés linguístico, tendo em vista a relação entre colonizadores (os quais acreditavam ser intelectualmente superiores) e colonizados. Nesse sentido, a sociedade atual, por meio de formalidades e cultismos da linguagem, carrega ideia primitiva de superioridade.
Ademais, a crescente desigualdade, suprime a grande e plural bagagem cultural existente do Oiapoque ao Chuí. Sendo assim, desde as regionalidades, até os diferentes idiomas indígenas. Dessa forma, como evidenciado no Artigo 3º, são objetivos fundamentais do Governo Federal, reduzir as desigualdades sociais, e assim, promover o bem de todos sem nenhum tipo de descriminação. Nesse contexto, torna-se claro que a visão (ainda) deturpada, do que se tem “mais valor” dentro da ótica linguística no Brasil, é mais o ciclo que precisa ser quebrado.
Infere-se, portanto, que cabe ao Estado, responsável pela democratização às informações, criar propagandas que estimulem a celebração da diversidade e pluralidade dos tipos linguísticos presentes na nação, por meio de campanhas midiáticas na televisão e nas redes sociais. Dessa maneira, espera-se promover um encurtamento das disparidades sociais geradas por questões linguísticas. Por fim, quebrar o ciclo de preconceitos.