Preconceito Linguístico
Enviada em 17/12/2020
A Constituição brasileira afirma que todos são iguais perante a lei, mas a mesma é escrita em uma língua que não é compreendida por toda a população. Desse modo,são necessários caminhos que combatam o preconceito linguístico, tendo como primeiros passos: a intolerância à diversidade de línguas e a manipulação ideológica, tem-se o ponto de partida para conter o avanço desse impasse.
Primeiramente, é imprescindível relatar que a intolerância à outras línguas diferentes da pessoal favorece o preconceito linguístico. Sendo assim, de acordo com a atual teoria ‘‘Epidemia de Narciso’’, pesquisada por psicólogos, 1 a cada 10 americanos exibem traços narcisistas. Nesse viés, de maneira análoga à teoria, é relevante considerar que há pessoas preocupadas apenas com seu próprio idioma e minimamente com a existên-
cia do restante, excluindo, assim, esses grupos de seu meio social. Como consequência, segundo o sociólogo, Nick Couldry, o isolamento de um conjunto de pessoas causa ferimento à democracia de um país.
Além disso, é fulcral afirmar que a manipulação ideológica presente no âmbito escolar concretiza o repúdio de certas línguas. Nesse contexto, na obra ‘‘Ensaio sobre Cegueira’’, o escritor, José Saramago, define a ‘‘cegueira moral’’ como uma sociedade alienada frente às realidades sociais. Dessa forma, igualmente ao clássico brasileiro, a educação fornece uma gramática que abrange apenas aluguns idiomas,o que não amplia a visão dos alunos em relação à variedade de línguas em seu país. Diante de tal alienação, Paulo Freire, disse que uma educação de qualidade deve despertar senso crítico nos alunos, dessa maneira, diversificar o conhecimento.
Portanto medidas são necessárias para conter o avanço do preconceito linguístico.Dessarte,o Ministério da Educação deve promover uma educação mais democrática,implantando novas línguas em matérias, como a Gramática, e mostrando a importância de respeitá-las. Isso será feito por meio de um projeto de lei a ser entregue à Câmara dos Deputados, a fim de mitigar a ausência de senso crítico em alunos e a exclusão social.