Preconceito Linguístico

Enviada em 24/12/2020

Na obra uma breve história da humanidade, o escritor Yuval Noah descreve como a comunicação foi um dos principais fatores para a sobrevivência da espécie homo sapiens. Ainda assim, muitos não dão a língua sua devida importância, implicando com pequenas diferenças. Diante dessa perspectiva, torna-se evidente como causas para o preconeito linguístico o preconceito cultural e a base educacional lacunar.       Convém ressaltar, a princípio, que o preconceito cultural é um fator determinante para a persistência do problema. Em 3.200 a.C., os primeiros livros foram criados pelos sumérios, antes disso, a transmissão da história de uma população inteira se dava pela oralidade. Desse modo, a língua está emergida na cultura do país e quando não há políticas públicas que promovam um intercâmbio de culturas, a falta de contexto e compreensão sobre outros povos aumentam a ignorância, o preconceito cultural e, por consequência, o preconceito linguístico.

Outro ponto relevante nessa temática é a base educacional lacunar. O filósofo Kant afirmava que “O ser humano é aquilo que a educação faz dele”, portanto, para ele, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Nessa perspectiva, podemos perceber uma falha no sistema educacional brasileiro, que não ensina as diferentes variações da língua de acordo com o grupo social no qual o falante está envolvido, nem busca desenvolver a empatia e compreensão das demais culturas.

Logo, é imprescindível a adoção de medidas para alterar esse cenário. Para tal, o Ministério da Educação deveria atuar em conjunto com as prefeituras para providenciar panfletos com infográficos a serem entregues nos domicílios, que tratassem sobre a importância da língua e as diferentes nuances linguísticas provenientes de culturas discordantes, afirmando que não há uma língua coloquial correta, há apenas divergências. Assim, conseguiríamos trazer a importância da língua compartilhada no livro de Yuval Noah para o nosso cotidiano.