Preconceito Linguístico

Enviada em 04/01/2021

A época colonial no Brasil, durante os anos 1530 a 1822, foi responsável pela formação da cultura brasileira – como a diversidade da língua – por intermédio da miscigenação de diversos grupos étnicos. Entretanto, apesar desse fato, o preconceito linguístico encontra-se presente no contexto atual. Sabendo disso, esse cenário ocorre tanto pelo preconceito regional quanto pelo cultural. Tais prejuízos podem ser significamente minimizados desde que acompanhados de uma educação.

Primeiramente, convém analisar uma das causas do preconceito linguístico, a saber, o preconceito regional. Conforme a Constituição Federal de 1988 - documento de maior soberania no país - tem como um de seus objetivos a promoção do bem estar social de todos sem qualquer forma de discriminação. Todavia, é comum tal garantia ser deturpada pelo tecido social, uma vez que indivíduos de regiões mais rica do Brasil demonstrarem aversão ao dialeto de locais menos favorecidos, por exemplo, o nordeste. Dessa forma, os nordestinos costumam sofrer com as medidas e discriminações.

Além disso, cabe destacar que o preconceito linguístico abrange o campo cultural. Segundo Marcos Bagno, importante linguista brasileiro, o preconceito linguístico deriva da construção de um imposto por uma elite econômica e intelectual. Seguindo essa linha de pensamento, o ritmo do funk musical é constantemente e inferiorizado por classes dominante, visto que usa uma linguagem informal, além de ser oriundo da periferia, ou que confirma a teoria de Bagno. Sendo assim, elementos da linguagem popular ainda são segregados por uma parcela da sociedade.

Portanto, medidas são pertinentes para reverter o preconceito linguístico e as suas vertentes no Brasil. Logo, o Ministério da Educação - órgão responável pela educação no território nacional - deve adicionar na grade curricular de ensino uma nova disciplina aprofundamento da linguagem e sua diversidade, por meio da mudança da grade curricula, com professores e linguistas. Espera-se, com isso, que a educação seja responsável pela mudança da discriminação linguistíca no país. Ademais, a mídia deve disseminar ideias no que tange à diversidade da língua, por intermédio de propagandas em redes socias, que visem a mudança da mentalidade social vigente. Assim, a Constituição será colocada em prática.