Preconceito Linguístico
Enviada em 08/01/2021
Um movimento que surgiu durante o século XVIII, na Europa, e marcado pela ascensão dos ideiais liberais e progressistas, o Iluminismo propaga a ideia de que uma sociedade só progride quando os indivíduos se mobilizam entre si. No entanto, hordienalmente, nota-se esse ideário somente na teoria e não desejavelmente na prática, uma vez que o preconceito linguístico ainda se configura um problema no Brasil. Então, torna-se fundamental o debate acerca dessa problemática a fim de resolução.
Sob esse prisma, é evidente que o modo de uma pessoa falar diz respeito a sua cultura, que é inerente ao ser humano. Nesse sentido, as diferentes pronuncias de uma mesma palavra devem ser consideradas uma riqueza imaterial da nação, e não uma inadequação. Todavia, não é o que observa-se na realidade. Posto que, esse distinta forma de conversar, principalmente entre regiões, gera o preconceito linguístico, que constrange e massacra a bagagem cultural de expressão humana. Segundo Aristóteles, a mudança é desejável em todas as coisas. Destarte, é pertinente a reformulação dessa conjuntura.
Em consonância, salienta-se que esse tipo de preconceito faz com que muitas pessoas abandonem o seu linguajar, pelo medo da crítica ao “sotaque” diferente ou ainda pela quantidade de gírias que usa dentro e fora de seu grupo social, por exemplo. Nesse contexto, nota-se a ausência de austeridade nos preconceituosos, ao não se colocarem no lugar do próximo e pensarem sobre o efeito de suas atitudes na vida das vítimas. De acordo com o dramaturgo britânico Oscar Wilde, “A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação”. Assim, entende-se que medidas exequíveis são extremamente necessárias.
Dessa forma, é perceptível que o preconceito linguístico ainda é um problema a ser resolvido. Logo, é míster que a própria sociedade mobilize-se por meio de redes sociais, como o Instagram, por exemplo, criando hashtags e campanhas contra essa mazela social e incentivando o compartilhamento de distintas culturas linguísticas, entre as regiões, para uma maior interação e menor estranheza. Bem como, o indivíduo, em si, contemple a riqueza cultural que ele possui e não se sinta envergonhado. Desse modo, contribuindo para a unidade nação, sem preconceito linguístico, e dando o primeiro passo rumo ao progresso descrito por Oscar Wilde.