Preconceito Linguístico

Enviada em 07/01/2021

O filme " O Auto da Compadecida", narra as eventuras de João Grilo e Chicó, dois nordestinos pobres que vivem de golpes para sobreviver. Eles estão sempre enganando a população de um pequeno vilarejo no sertão da Paraíba. Embora seja uma obra ficcional, é inegável que devido ao modo de falar de alguns indivíduos, o preconceito linguístico está presente na nação brasileira, sendo causada, principalmente, pela falta de acesso à educação e também pelo bulliyng. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.

Em primeiro plano, vale ressaltar que a norma culta, fundamentada na escrita, ainda é eminente por parcela dos seus falantes, tornando-se instrumento de ascensão social pela falta de acesso à educação entre alguns indivíduos. Nessa perspectiva, de acordo com a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema judiciário brasileiro -, assegura que a República tem como um de seus objetivos fundamentais promover o bem de todos, no qual inclui-se o direito à educação. No entanto, parte da população não experimenta esse direito na prática, uma vez que devido à educação precária de alguns indivíduos acontece a inferiorização e discriminação  por parte da sociedade. Por consequência, é comum encontrar escolas que ensinam somente a norma culta como correta, por exemplo, sem conscientizar os alunos que existem outras formas de escrever e falar que não podem ser condenadas erradas, criando um conceito de superioridade linguística.

Ademais, outro fator a salientar é o bulliyng que alguns indivíduos enfrentam por causa do preconceito linguístico existente. Seguindo essa ótica, o livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, retrata a história do personagem principal que é inferiorizado pelo seu chefe por ter dificuldade de se comunicar. Dessa maneira, fora da ficção, é notório que muitas pessoas enfrentam problemas semelhantes ao do personagem do livro por falar uma variedade de língua diferente do conceitual. Outrossim, um caminho possível para combater o preconceito linguístico é desconstruir o principal entrave da sociedade: o bulliyng causado pela diversidade cultural.

Depreende-se, portanto, que o preconceito entre línguas existentes na sociedade é um grande impasse social. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o meio midiático, deve criar aulas socioeducativas, bem como propagandas que abordem sobre o tema, por meio palestras e aulas, representando o conceito de diversidade linsguística, a fim de que se possa diminuir o problema em questão e seja valorizado a diversidade, e assim haja a conscientização para que todos possam falar de maneira diferente e entendam que não há forma errada de se comunicar. Feito isso, a sociedade estará em constante equilíbrio harmônico.