Preconceito Linguístico
Enviada em 17/01/2021
No livro ‘’Vidas Secas’’ de Graciliano Ramos, evidencia-se uma de suas principais característica: neologismos. Tanto Graciliano quanto outros modernistas, buscavam em suas obras apresentarem neologismos e regionalismos misturados a linguagem cotidiana, marcante no período moderno. Com efeito, tal conjuntura é análoga à realidade, fazendo-se do uso da linguagem coloquial, gírias regionais e sotaques. Entretanto, o preconceito linguístico gerado pelas diferentes linguísticas dentro do país, é um problema notório em nossa sociedade que deve ser combatido.
Em primeiro lugar, No livro ‘’Morte e Vida Severina’’ do escritor modernista João Cabral de Melo Neto, o autor buscou fortalecer a linguagem regional e a presença do regionalismo, normalizando a liberdade de vocabulário na literatura. Analogamente, torna-se fundamental a transposição da normalidade na escrita para a fala, buscando romper com os preconceitos linguísticos pelo país.
Outrossim, Marcos Bagno em seu livro ‘’Preconceito Linguístico’’, ele desenvolve o termo dicotomia linguística, sendo contra a existência do certo e errado na língua devido a opressão que isso gera. Entretanto, na realidade vemos que a dicotomia linguística se faz presente ao usarmos termos como ‘’caipira’’ para inferiorizar a linguística de alguém. Logo, torna-se fundamental a holística crítica sobre tal problemática.
Portanto, conclui-se que a permanência do impasse é dada pela falta de medidas inclusivas na língua portuguesa, motivada pela falta de importância da mesma para o Estado. Assim, para mitigar tal problemática, urge que o Governo, como instância máxima de administração executiva, invista, por meio do Ministério da Educação, em mudanças na grade curricular, sendo essa adaptada a plasticidade da língua, visando uma maior inclusão social. Somente assim, o Brasil irá mitigar o preconceito linguístico.