Preconceito Linguístico

Enviada em 25/01/2021

Na obra “Triste fim de Policarpo Quaresma”, do pré-modernista Lima Barreto, o autor enfatiza, por meio do personagem principal, a visão de um Brasil sem defeitos. Em pleno século XXI, todavia, o país apresenta uma faceta contraditória do ideal devido ao preconceito linguístico. Desse modo, pode-se analisar a aceitação social e o descuido do poder público como causadores da problemática.

Em síntese, é legítimo postular que a aceitação social intensifica o problema. Nesse sentido, o conceito de banalidade do mal, desenvolvido pela socióloga Hannah Arendt, diz que o preconceito, quando muito comum, passa a ser percebido como algo aceitável. Dessa forma, de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IGBE), a discriminação aumentou 70%, portanto, o preconceito linguístico que ocorre no Brasil não causa supresa nos indivíduos, que olham as notícias nos jornais e, consequentemente, impede que tal problema seja resolvido.

Ademais, outro fator é a negligência do poder público. Dessarte, pode-se citar o Ministério da Educação, que prevê a diminuição do preconceito linguístico, mas que,  segundo a Folha de São Paulo, continua a aumentar. Por consequência, fica evidente que o impacto dessas medidas são insuficientes para acabar com o problema e representa uma abandono diante da situação que deixa milhares de pessoas excluídas da sociedade apenas pelo modo de falarem diferente, em concordância com a Organização das Nações Unidas.

Sendo assim, medidas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, em vista disso, que o Ministério da Educação crie campanhas de conscientização, por meio das redes socias, mostrando fotos e vídeos de como eliminar o preconceito linguístico da sociedade, fazendo fazendo com que as pessoas mudem os seus comportamentos diante dessa situação. Assim, poder-s-á tranformar o Brasil em um país sem defeitos, assim como disse Lima Barreto.