Preconceito Linguístico

Enviada em 21/02/2021

Segundo o filósofo iluminista Voltaire, “preconceito é opinião sem conhecimento”. Diante disso, o que se observa na realidade contemporânea é exatamente o que o autor prega, uma vez que a sociedade julga como errada as variações linguísticas existentes no Brasil. Esse cenário é fruto não só da falta de entendimento de que há diversas variantes da língua, como também da valorização de uma em relação a outra.

Deve-se pontuar, de início, que o Brasil é considerado uma nação miscigenada, que possui uma cultura muito ampla. Por exemplo, existe uma grande diferença na maneira de falar da região Nordeste e Sul, e isso contribui para o enriquecimento do idioma. Entretanto, a população brasileira carrega muitos estereótipos, como de que os nordestinos são inferiores, e essa pensamento acaba colaborando para o aumento da xenofobia no país. Diante disso, faz-se necessário que medidas sejam tomadas para resolver essa problemática, pois, a Constituição Federal julga como crime qualquer tipo de discriminação ou preconceito.

Ademais, é importante destacar que há uma maior valorização da linguagem formal, julgando as outras como erradas. Porém, todas as variações da língua estão corretas, apenas existem situações que exigem a norma culta. Infelizmente, a precariedade do ensino no Brasil é nítida, logo, muitos não sabem como e quando utilizar a linguagem padrão. Por tanto, apenas com uma alteração na grade curricular do ensino, sendo falado na situacionalide e plasticidade da língua, garantiria uma formação menos excludente.

Diante dos argumentos supracitados, portanto, percebe-se a necessidade de criar soluções para diminuir o preconceito linguístico. Para isso, urge que as escolas publicas e privadas, por meio de aulas e dinâmicas com os alunos, ensinem as diferentes culturas brasileiras, para que eles entendam que a variedade linguística existe e não deve ser julgada. Somente assim será possível acabar com a xenofobia no Brasil.