Preconceito Linguístico

Enviada em 14/04/2021

Cada lugar tem seu tipo de preconceito. Muitas vezes, eles passam despercebidos e ignorados pela multidão opressora, que está acostumada com esse tipo de vida. Já para os que recebem o preconceito, não se passa tão despercebidamente, podendo causar vários tipos de inseguranças e traumas referentes ao uso incorreto da língua portuguesa.

Contudo, isso acontece principalmente nas diferentes classes sociais, pois vive-se várias vidas extremas em uma única sociedade. Uma sociedade onde nem todos possuem direitos, nem condições iguais de educação. Em consequência, alguns se consideram melhores que outros e transmitem uma ideia cruel, sem sequer se importar com o próximo. Levando em consideração que em cada dez cidadãos brasileiros, três já sofreram preconceito por sua forma de falar, pode-se concluir que temos diferentes níveis e classes no Brasil e, com isso, diferentes níveis de educação.

Sendo assim, as classes mais baixas não possuem a mesma educação que a alta, causando uma notável diferença na fala e escrita, podendo causar perdas ainda maiores e destruindo as chances de pessoas que tiveram oportunidades extremamente distintas. Como exemplo, tem-se uma pesquisa decorrente de 2009, comprovando que cerca de 70% dos alunos concluintes do ensino médio não atingem o nível básico de língua portuguesa, em razão de os jovens aprenderem a usar gírias e abreviações. Eles também consideram a norma gramatical da língua portuguesa algo descartável, o que não os ajuda a conseguir aprovação em cargos altos por sua “falta de conhecimento”.

Leva-se também em consideração a grande influência das mídias. Nos tempos atuais, nem todos possuem acesso à educação, mas a grande maioria possui a tecnologia. Dentro de redes sociais sempre há uma abreviação ou um erro gramatical, que pode prejudicar seriamente o modo de fala e escrita de alguém. E ainda existem aqueles que jogam ódio em cima de outros por causa de seus erros minúsculos em uma língua excessivamente complicada.

Dessa forma, pode-se criar uma certa visão das diferenças do país e, com isso, concluir seus desfalques. Para melhorar essa situação é preciso investimentos de imediato na educação, causando mais oportunidades de vida para pessoas necessitadas. Também é essencial que seja recorrido às mídias sociais e políticos para ajuda no combate à desigualdade intelectual e em apelo por recursos para a educação.