Preconceito Linguístico
Enviada em 14/04/2021
O preconceito linguístico resulta da comparação indevida entre o modelo idealizado de língua que se apresenta nas gramáticas normativas, nos dicionários e os modos de falar reais das pessoas que vivem na sociedade, modos de falar que são muitos e bem diferentes entre si. No Brasil isso é algo mais comum que o normal, pois é um País rico em diversidades e culturas, consequentemente, resultando em vários sotaques diferentes, gestos e gírias próprias de cada região, abrindo brechas para esse tipo de preconceito.
O problema não é a língua culta nem o certo e o errado. O preconceito fundamenta-se no fato de que o conhecimento da língua padrão é notadamente maior entre as classes sociais mais afortunadas, sobretudo porque têm maior acesso à educação de qualidade, a bons livros e à cultura em geral, e, numa sociedade que valoriza mais o ter do que o ser, qualquer mínimo sinal de riqueza material é pretexto para discriminação.
Este preconceito está presente em todo lugar, nas escolas, na área de trabalho, nos aeroportos, trânsito, etc. Um jeito de falar diferente pode significar várias coisas, classe social, cultura, terra natal, região. Esse preconceito pode resultar na vítima um certo desprezo pela sua própria cultura, classe ou região, pelo fato dessa ser a origem de seu jeito ou sotaque, porém desprezar isso é algo grave, porque isso é uma parte de sua identidade.
Para que acabe ou amenize esse tipo de preconceito, o governo ou o estado deve oferecer educação para todos, de forma que as pessoas conheçam bem a língua formal, tanto escrita, quanto falada, aprofundar estudos a respeito da sociologia das populações, para que se compreenda os modos de ser e perceber a linguagem, é importante aprofundar a discussão ética a respeito do preconceito.
Vítor de Sá Brito Bianchi