Preconceito Linguístico

Enviada em 17/04/2021

No BBB 2021, programa transmitido pela televisão, a participante Juliette, foi vítima de ataques da cantora Karol Conká, que imitava sua voz, e declarou que a suposta falta de educação da paraibana era por causa de suas origens. De maneira análoga a isso, visualizamos que o preconceito linguístico está enraizado na nossa sociedade. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o nordeste como centro de ataques linguísticos e o lambdacismo presente no nosso cotidiano.

Primeiramente, é indubitável que o nordeste é a região que mais recebe ataques pelo modo de falar. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), quase 50% dos nordestinos já sofreram ataques pelo seu sotaque. Dessa forma, evidencia-se que, o nível de escolariedade é usada como parâmetro por pessoas que praticam esse preconceito, o que obvervamos mais comumente, são xingamentos feitos em redes sociais,

Outrossim, é notório a presença do lambdacismo em diversas situações da nossa vida. O Cebolinha, personagem da turma da Mônica, alterava sempre a letra “R” pelo “L, afetando o som das palavras. Esse fato é recorrente em pessoas menos alfabetizadas, ou com distúrbios na fala. Sendo assim, aumenta ainda mais os comentários de pessoas sem conhecimento, que se acham no direito de julgar a vida dos indivíduos.

Em vista dos fatos supracitados, fica evidente a necessidade de medidas que venham conter com os preconceitos linguísticos. Por conseguinte, cabe ao Governo Federal junto com instituições privadas, fazer projetos, por meio das mídias sociais, a fim de que mude a visão das pessoas sobre os diversos modos de falas. Além disso, cabe ao Ministério da Educação junto com as escolas privadas, fazer dinâmicas, por meio de projetos sociais, a fim de que as crianças cresçam sem esse preconceito. Somente assim, nos afastaremos da realidade do BBB.