Preconceito Linguístico
Enviada em 17/04/2021
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948 defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação, portanto sendo assim é velado a todo e qualquer cidadão seja qual for seu domínio da norma padrão oral e/ou escrita o tratamento imparcial podendo ser em ambientes constitucionais ou não.
O Preconceito Linguístico é acima de tudo um preconceito social que possui um legado histórico de influências sofridas em diversas partes do país a serem colonizadas, além de refletir também que há uma lacuna na base educacional onde esse acesso à informação pode-se considerar como privilégio e não de direito igual a todos, mostrando mais uma vez uma brecha no sistema que não permite a reconhecer que há uma ampla diversidade regional, reforçando que o “erros” na oralidade linguística têm lógica e não são diagnóstico de grau de intelectualidade de determinada pessoa ou grupo.
Como não sendo uma problemática atual mas que ainda existe e cada vez mais visto e sem nenhuma penalidade vigente na legalização tem chegado a pouco às mídias e visto por mais pessoas que muitas vezes até desconhecem a existência de tamanho preconceito, como no caso que ocorreu no dia 02/07/2017 em Serra Negra (SP) no Hospital Santa Rita de Lima quando um médico plantonista foi afastado e avaliado pelo comitê de conduta e ética após atender um paciente e o ouvido descrever com o domínio do vocabulário que era de seu conhecimento o que lhe acometia, usando da situação para nas suas redes de mídia social reforçar o preconceito e de forma sarcástica gozar da maneira como o paciente que possivelmente não possuia o mesmo nível de formação que ele, tentou esclarecer algumas dúvidas sobre o diagnóstico usando da sua coloquialidade cotidiana perguntando sobre a “peleumonia” e o “raôxis” e o médico sentir-se superior por este ocorrido.
Trazendo pra filosofia, o pensador Imannuel Kant afirma que" o ser humano é resultado da educação que teve", seja pra domínio da norma culta como também pra reconhecer e valorizar a heterogeneidade existente.
O Ministério da Educação(MEC) através da implementação desde o ensino fundamental ao médio deve desenvolver a criação de debates no ambiente escolar acerca do tema com o intuito de popularizar a concepção de preconceito linguístico e também problematizar suas consequências no meio social.
Inserção de jogos, dinâmicas de interação com termos e quebra de esteriótipos dissipados com a má influência midiática afim de romper toda e qualquer forma de preconceito, reforçando o que São Tomás de Aquino defende, " que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância".