Preconceito Linguístico
Enviada em 22/04/2021
No desenrolar do filme “Que horas ela volta”, é retratada uma história de duas mulheres que foram zombadas pela população de uma cidade devido ao sotaque nordestino que elas possuíam. Analogamente, a ficção não diverge da contemporaneidade, tendo em vista o negativo preconceito linguístico presente na sociedade. Nesse sentido, esse fator, que deve ser eminentemente combatido, provém não só da desigualdade social, mas também de uma lenta mudança na mentalidade dos cidadãos.
A princípio, convém ressaltar que inúmeros indivíduos, principalmente por conta da baixa escolaridade, sofrem discriminação no modo de falar. Nesse âmbito, com a transferência da corte portuguesa para o Brasil, as escolas que foram fundadas eram etilistas, uma vez que elas equivaliam a uma exclusividade das classes economicamente favorecidas, de modo que os indivíduos que não frequentavam as escolas eram criticados pelas pessoas que tinham aprendizados escolares. De maneira semelhante, hodiernamente, alguns indivíduos que não vão às instituições escolares e não conversam de acordo com a norma gramatical, porque, geralmente, ingressam em trabalhos desde a juventude para ajudarem no sustento familiar, são vítimas de preconceitos. Logo, esse fator é extremamente danoso, já que, independente da classe social do interlocutor, a maneira de conversar não deve ser discriminada, já que não existem formas corretas e erradas de comunicação. Ademais, convém ressaltar que várias pessoas possuem um pensamento retrógrado defronte as pessoas com sotaques regionalista. Nesse contexto, durante o período de colonização do Brasil, os índios, os quais ja habitam o Brasil, foram criticados por conta dos seus idiomas, uma vez que eles eram extremamente diferentes da língua falada em Portugal. Dessa forma, na realidade esse pensamento perpétua, dado que em áreas específicas, as quais as pessoas possuem pronúncias que predominam e que são diferente de outras regiões, os indivíduos são criticados por conversarem de formas diferentes. Destarte, essa intolerância é excessivamente nociva, tendo em conta que a grande diversidade linguística existente nos países contribui para o aumento da diversidade cultural nacional. Portanto, compete ao Ministério dos Direitos Humanos - responsável pelos direitos nessa área - promover debates, cujo tema, em detalhe, seria “todos juntos para combater o preconceito linguístico”. Isso deve ser feito por meio das redes midiáticas do governo federal. Essa ação possui a finalidade de conscientizar os indivíduos a respeito do quanto a discriminação com as diferentes maneiras de falas pode ser prejudicial. Além disso, esse Ministério necessita realizar, nas escolas, palestras que explique a positiva diversidade linguística brasileira.