Preconceito Linguístico
Enviada em 23/04/2021
No século XVI, com a colonização portuguesa no Brasil, a língua tornou- se um idioma oficial da região, trazendo consigo uma enorme variedade de gírias, dialetos, expressões e modos de se expressar. Embora o idioma seja dinâmico, ainda persistem casos de discriminação e desrespeito em relação aos outros falantes. Deboches, palavras pejorativas na intenção de minimizar e ofender o indivíduo, são proferidas diariamente.
No Brasil, o preconceito é visível em dois âmbitos -regional e socioeconômico-, normalmente o Sul e Sudeste por serem regiões monopolizadas e desenvolvidas, são as que mais disseminam como forma de desprezo o modo de falar alheio, diminuindo e ofendendo as regiões mais inferiores e subdesenvolvidas como a região Norte e Nordeste, mesmo sabendo que a língua está em constante mudança. Na obra “Preconceito Linguístico: o que é, como se faz” (1999), o autor retrata exatamente os problemas que o país enfrenta atualmente, e consequentemente suas implicações sociais no dia a dia, buscando concretizar o pensamento de que não existe um “certo” ou “errado”. Somente os extremamente ignorantes seriam capazes de concluir esse pensamento.
Como a língua é mutável e sofre alterações com a passar do tempo, julgamentos e comentário desnecessários não são válidos para a vivência em comunidade, podendo trazer prejuízos psicológicos, de sociabilidade e até mesmo transtornos mentais para o ouvinte.
Em segundo plano, o mais apropriado, é mensalmente, organizar debates, palestras e textos informativos no ambiente escolar, durante o ano letivo, para conscientizar os estudantes da extrema importância do assunto e como tratá-lo de maneira apropriada e respeitosa. Tendo a compreensão e o consentimento de todos.