Preconceito Linguístico
Enviada em 24/04/2021
Conforme a primeira Lei de Newton, a da inércia, a qual afirma que um corpo tem de permanecer em movimento, até que uma força externa atue sobre ele, mudando de percurso, o preconceito linguístico no Brasil é um problema que persiste na sociedade há muito tempo. Com isso, ao invés de funcionar como uma força capaz de mudar o percurso da problemática, a combinação de fatores como diferença de classes e o regionalismo acabam por contribuírem para a situação atual.
Em primeira análise, cabe pontuar que a diferença de classes sociais ajudam no avanço da problemática no país. De acordo, com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 40% da população vivem na pobreza, fazendo com que essa população não tenha renda suficiente para fazer cursos ou frequentar escolas como os demais da classe média e alta, gerando um preconceito de classe entres eles. Por exemplo, menbros da classe pobre, não conseguem ter acesso à educação e cultura, assim, dominam apenas variedades linguísticas mais informais. Por conseguinte, esse grupo é excluído dos melhores postos de mercado profissional e por essa razão muitos permanecem no desemprego.
Ademais, convém observar que o Brasil é um país, em que as pessoas moram em regiões diferentes e possui uma linguagem diversificada. Os indivíduos que ocupam regiões mais ricas do país como Sul, Sudoeste e Centro-Oeste, manisfestam algum tipo de aversão ao sotaque ou aos regionalismos típicos de aréas mais pobres. A exemplo, um sulista que considera sua maneira de falar superior aos que vivem no Nordeste. Entretanto, vale lembrar que todas as variedades de linguagem são aceitas e devem ser consideradas um valor cultural e não um problema.
Dessa forma, são necessárias forças suficientes para mudarem a trajetória do impasse no Brasil. Portanto, é mister que o Ministério da Educação aliado à mídia, crie projetos como “Não Proiba o Falar”, nos meios de telecomunicações em redes sociais, facebook, instagram, youtube e whatsapp, palestras, debates, documentários e vídeos educacionais, feito por pedagogos especializados nas aréas de geografia e português, sensibilizando os cidadãos a respeito do modo de falar de cada pessoa, a fim de mitigar o preconceito linguístico na sociedade, consequentemente, fomentar a linguagem como um bem cultural.