Preconceito Linguístico

Enviada em 07/05/2021

Dependendo do meio em que se insere, a língua pode atuar de maneira negativa, estando diretamente ligado com o preconceito linguístico, sendo uma das ferramentas de segregação social. No Brasil, o preconceito linguístico é muito evidente em duas áreas: regional e socioeconômico. Logo, é preciso entender que existem muitas variantes da língua, e uma delas não deve ter mais importância que as outras.

Em primeiro lugar, o Brasil é um país com uma grande diversidade regional. Consequentemente, apresenta diversas particularidades, além do contexto regional, etário, social e histórico. No entanto, repressores de grandes centros populacionais, os quais monopolizam cultura, mídia e economia, como Sudeste e Sul, não admitem que todas as variações são inerentes à língua. As vítimas, por sua vez, normalmente, estão nas regiões consideradas pelos preconceituosos como mais pobres ou atrasadas culturalmente (como Nordeste, Norte e Centro-Oeste), sofrem com humilhações e rótulos como o de “nordestino analfabeto” ou de “goiano caipira”.

Ainda mais, a norma culta é usada por pessoas que têm um nível alto de escolaridade e, consequentemente, uma boa situação financeira. Logo, visto que o preconceito linguístico é uma realidade no Brasil, a parcela da população que não domina essa variante do idioma é excluída de uma série de espaços públicos.

Portanto, é importante que escolas abordem mais aprofundada sobre esse tema, além de ensinar, nas aulas de Português, todas as variantes existentes na língua. Famílias e a mídia participem da disseminação do princípio da adequação da linguagem para eliminar o preconceito linguístico. Uma educação melhor, cria pessoas melhores.