Preconceito Linguístico

Enviada em 06/05/2021

O filme “Tapete Vermelho” conta a história de Quinzinho, um morador da zona rural, que se aventura na capital paulista para continuar a tradição de sua família e levar seu filho para o cinema. Porém, ao longo de sua jornada na grande cidade, o personagem sofre diversas humilhações e é constantemente vítima de preconceito linguístico. Mesmo sendo datado do ano de 2005, a narrativa passada pelo filme ainda é presente e cotidiana na sociedade atual, em uma conjuntura social que é oriunda da criação de barreiras culturais e a desumanização do indivíduo.

O preconceito em si, é causado pela falta de contato. Como aponta o filósofo americano Jason Stanley, em seu livro “Como funciona o fascismo”, qualquer tipo de preconceito é resultado do distanciamento dos indivíduos. A veracidade de tal axioma é notável ao longo da nossa história. Como por exemplo, o próprio preconceito linguístico, o qual, pessoas são humilhadas por terem nascido em locais diferentes e distantes, não só geograficamente, mas principalmente nos costumes, condição socioeconômica e cultura. Tais barreiras, construídas por tantas diferenças, agem como catalisador e causador do preconceito encontrado no país.

Além disso, o estereótipo, que é uma construção pré-estabelecida de uma população, também é uma das grandes causas para o preconceito. Tais estereótipos tiram a individualidade de um grupo e atribuem características únicas para todos os integrantes de uma comunidade passando assim a desumaniza-los e tirar-lhes suas individualidades. Um exemplo disso é a ideia de que “Nordestinos são preguiçosos”, nesse caso o nordestino passa a ser sempre visto como negligente e sua forma de se comunicar também é atribuída à essa imagem, resultando no preconceito.

Sendo assim, faz-se necessário o governo, na forma do ministério da cultura, aplique medidas que aproximem tais populações. Destitundo barreiras e fronteiras culturais para que cada indivíduo tenha sua cultura e diferenças respeitadas, e o caso de Quinzinho, e dos milhões de brasileiros vítimas do preconceito linguístico, deixem de ser cotidianos.