Preconceito Linguístico
Enviada em 07/05/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, a realidade do Brasil é totalmente diferente na problemática do preconceito linguístico. Essa discriminação de pessoas pela forma de se expressar persiste, principalmente por conta de falhas na educação e fatores socioculturais.
Primeiramente, pode-se dizer que o problema é sustentado pelas falhas da base educação brasileira. Para Kant, o homem é o que a educação faz dele. Assim sendo, o preconceito com determinados grupos que não tem acesso ao domínio na norma padrão da língua portuguesa é responsabilidade da escola, seja por não democratizar esse conhecimento, seja por tratar da variação linguística de forma não suficiente.
Ademais, nota-se como causa a sensação de superioridade de determinados grupos sociais. A teoria da Eugenia, criada pelo antropólogo Francis Galton, defende a superioridade de algumas pessoas de acordo com certas características. De forma análoga a esse pensamento, percebe-se essa mentalidade primitiva na questão do preconceito linguístico, que determina a superioridade de pessoas sobre outras de acordo com sua forma de falar, refletindo um preconceito social.
Portanto, nesse âmbito, é imprescindível que o MEC, através de um aumento de verba, forneça palestras e conteúdos nas escolas sobre variação linguística e diversidade cultural, a fim e popularizar a concepção de preconceito linguístico e problematizar as consequências de tal discriminação.