Preconceito Linguístico

Enviada em 08/05/2021

Segundo o filósofo Marcos Magno, preconceito linguístico é quando a elite usa a língua como forma de exclusão e dominação. Atualmente, no Brasil existem diversas variantes da língua portuguesa, onde a população falante de variantes diferentes da norma padrão é prejudicada, assim a língua passa a ser uma ferramenta de exclusão. Desse modo, fica-se evidente, o problema gerado pela dominação que a elite exerce com o uso da língua, dificultando ainda mais a inclusão de pessoas que não falam de acordo com a norma padrão.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar o processo de segregação pela língua que os mais ricos se utilizam para manter no poder. Os filhos de pessoas da elite, já estão acostumadas a falar segundo a norma padrão, pois ela está dentro de casa facilitando o seu uso em ocasiões em que a norma culta é necessária. Assim gerando um ciclo onde entraram em cargos privilegiados somente a mesma elite.

Consequentemente, quem não tem o costume de falar a língua com a norma padrão acaba sendo prejudicado. Hoje, falar de acordo com a norma padrão é essencial para conseguir boas oportunidades. Logo, algumas variantes linguísticas, devido ao preconceito linguístico estabelecido pela sociedade são relacionadas com o nível socioeconômico.

Portanto, é de extrema importância que o estado tome providências para melhorar o quadro atual. Para que a língua deixe de ser um instrumento de exclusão, urge que o Ministério da Educação faça projetos por meio de aulas sobre as variantes linguísticas, mostrando que não há uma certa nem uma errada todas podem ser utilizadas, mas a norma culta deve ser utilizada em ocasiões formais. Somente assim poderemos superar o impasse atual e acabar com a dominação feita pela elite pela língua.