Preconceito Linguístico

Enviada em 10/05/2021

Segundo o escritor alemão Franz kafka, " A única coisa que temos de respeitar, porque ela nos une, é a língua". Entretando, é incontrovertível afirmar que está enraizado na sociedade brasileira o julgamento depreciativo contra determinadas variedades linguísticas. Nessa perspectiva, infere -se que a língua portuguesa é usada como ferramenta de distinção social, e que a prevalência de um determinado grupo em detrimento de outro acarreta impactos na sociedade.

Primordialmente, muitos são os fatores que contribuem para a distorção do conceito da língua. Entre esses, o assédio linguístico é incondizente com a história do idioma lusitano, já que o português advém do latim vulgar - modalidade popular do idioma matriz. Por isso, negar as variações linguísticas é uma tentativa frustada e purista de negar o fato: a língua é viva e passível de mudança, tal qual seus falantes. Além disso, as regras da língua, determinadas pela gramatica normativa, não incluem como expressões populares, como os dialetos e os regionalismos, o que contribui com a prática de exclsão social. Com efeito, segundo o linguista Marcos Bagno, não existe uma forma “certa” ou “errada” dos usos das línguas e que o preconceito linguístico colabora negativamente em sociais sociais.

Consequentemente, mediante dados elencados, diversos são os danos provocados quando uma língua é usado como instrumento de segregação social. Sob esse prisma, é correcto afirmar que grupos de menor prestígio social, são os alvos dos preconceitos linguísticos, uma vez que sujeitos com maior escolaridade e maior poder aquisitivo, por exemplo, sobressaem-se em detrimento aqueles que não tiveram como oportunidades, reforçando assim , uma lógica meritocrática. Segundo Bachara - membro da Academia de Letras - cada qual deve ser poliglota em sua própria língua, ou seja, não é necessário pensar em correções ou incorreções gramaticais, mas em adequação às situações de fala.

São imprescindíveis, portanto, alternativas para que as variedades linguísticas sejam um instrumento de identificação do indivíduo, e não como causador de preconceitos. Logo, é imperioso que a escola e o corpo docente realizem práticas e procedimentos, a partir de paletras, rodas de conversas e abordagem nas disciplinas próprias curriculares, sobre a importância das variantes como compreensão convicta a uma região, cultura ou classe social específica, e a norma culta sevindo apenas como entendimento comum a todos os portadores de língua portuguesa em situações mais formais, um processador de democratizar a comunicação, reduzir o preconceito e formar conhecedores língua e que respeitem os variados registro. Outrossim, o governo deve criar uma lei de punição para esse tipo de preconceito. Só assim, todos aprederão a ser poliglota em português.