Preconceito Linguístico
Enviada em 12/05/2021
Durante o período pré-modernismo, grandes autores como Euclídes da Cunha, utilizavam dialetos de outros estados para a realização de seus poemas. Através disso, surge a questão do preconceito linguístico, que persiste intríseco à realidade brasileira, seja pela falta de conhecimento acerca de diferentes dialetos, seja pela exclusão social daqueles que usam de falas distintas.
Em primeiro plano, é preciso atentar para a falta de conhecimentos gerais de diferentes dialetos presentes nessa questão. Segundo Kant, grande filósofo prussiano, o ser humano é resultado da educação que teve. Percebe-se a falta de influência escolar nesse quesito, causando lacunas educacionais sobre esse problema. Tem-se, por exemplo, a discussão sobre qual o nome certo a se utilizar em determinado alimento: biscoito ou bolacha? Os dois são corretos, porém, são diferenças regionais que, ao não serem respeitadas e ensinadas, são sinônimos de brigas.
Outrossim, a exclusão social de praticantes de dialetos ainda é um grande impasse para a resolução da problemática. No filme “Que Horas Ela Volta?”, estrelado por Regina Casé, Val é uma mulher nordestina que se muda para São Paulo a fim de melhores oportunidades, porém, acaba sendo julgada por seu sotaque. Isso ocorre pois, pessoas que utilizam de diferentes formas de falar são caracterizadas a grupos de classe social inferior , sendo chamados de “roceiros” ou pessoas sem estudo.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Assim, o Ministério da Educação deve desenvolver palestras em escolas, a serem divulgadas nas redes sociais, por meio de entrevistas com vítimas desse problema e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema a fim de erradicar o problema. A partir dessas ações, espera-se promover a construção de um Brasil melhor.