Preconceito Linguístico
Enviada em 16/06/2021
Na obra “Utopia,” do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade caracterizada pela ausência de conflitos e problemas, No entanto, o que se observa na sociedade brasileira contempôranea é o oposto que o autor prega, uma vez que o preconceito linguístico se tornou um problema difícil de resolver. Desse modo, é necessário analisar tal quadro, intrisecamente ligado à falta de conhecimento e a má influência midiática.
Em primeira análise, a falta de conhecimento mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Nenhum reality show “Big Brother Brasil 21”, uma advogada e maquiadora Juliette Freire é alvo de comentários preconceituosos sobre seu sotaque, um deles é da cantora Karol Conká, que insinuou que os sulistas são mais “educados” que o povo da Região Nordeste. Nesse contexto, com a falta de conhecimento sobre a diversidade linguística das regiões brasileiras, especialmente Nordeste, evidencia-se o aumento do preconceito linguístico. Nessa perspectiva, sem o apoio da população, pode-se observar a persistência desse preconceito.
Ademais, outra dificuldade enfrentada é a má influência midiática. Conforme o sociólogo Pierre Bourdieu, “Aquilo que foi criado para ser instrumento de democracia não deve ser convertido em mecanismo de opressão.” A máxima do pensador, todavia, vai de encontro com o cenário atual, uma vez que a mídia utiliza a discriminação linguística como recurso para entrenter o público. A exemplo disso, programas como “Zorra Total” e “A praça é nossa,” uma parte dos personagens são retratados como pobre, negro e com “falas erradas,” reforçando a ideia de ser pobre, negro e “falas erradas” é um defeito. Dessa forma, fica claro que os problemas ainda persistem por causa da má influência midiática.
Portanto, é preciso atenuar os desafios relacionados ao preconceito linguístico é fundamental. Logo, é preciso que o Ministério da Educação, implemente nas escolas a semana regional, por meio de verbas governamentais, onde cada turma seria dividida para representar a cultura, gírias e costumes de cada região brasileira, com o intuito de debater e problematizar as consequências desse preconceito. Assim, a cidadania caminhará para “Utopia” de More.