Preconceito Linguístico
Enviada em 14/06/2021
No processo de colonização do Brasil, diversos povos com falas e culturas diferentes vieram para o país, promovendo vasta diversidade linguística. Nesse sentido, hodiernamente, percebe-se os efeitos de tal “aculturação” nas regiões do país e até mesmo nas classes sociais. Contudo, esse fenômeno contribuiu para o preconceito diacrônico, em razão da desigualdade do acesso à educação e do comportamento social discriminatório, que corroboram para que este entrave ganhe força no corpo social.
Primeiramente, é válido destacar a desigualdade presente no sistema educacional, as classes mais altas com acesso a uma educação de qualidade e as classes sociais baixas com acesso a um ensino inferior. Acerca disso, o sociólogo George Simmel defendeu em sua teoria “Atitude Blasé”, que a indiferença social se faz fortemente presente na sociedade atual. Logo, nota-se que o processo de elitização da educação contribui para que haja uma discrepância, pois com uma baixa qualidade no ensino, os indivíduos tendem a falar de maneira informal, sendo motivo para atos xenofóbicos
Similarmente, o comportamento preconceituoso da sociedade alavanca tal problema, pois perpetuou-se na sociedade que a única maneira correta de falar, era a formal. Assim, com a miscigenação do Brasil, percebe-se que em cada região há falares diferentes, criando estereótipos como o do nordestino analfabeto. Diante disso, a intolerância e a xenofobia são fatores que excluem vários indivíduos da sociedade, indo de modo contrário ao que o país diz ser na teoria, democrático.
Portanto, é evidente que tal pensamento não se faça mais presente na sociedade atual. Dessa forma, é necessário que o Ministério da Educação disponibilize recursos para as instituições educacionais por meio de verbas, professores e materiais de qualidade, afim de que os indivíduos, principalmente do proletariado, tenham um educação melhor. Ademais, é imprescindível que as mídias sociais promovam propagandas, mostrando a diversidade de línguas e modos de falar que enriquecem a cultura brasileira. Desse modo, demonstrando o que Paulo Freire afirma: " Não há saber mais ou saber menos: Há saberes diferentes." Somente assim, o respeito aos diferentes modos de falar serão perpetuados no corpo social.