Preconceito Linguístico

Enviada em 17/06/2021

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a questão do preconceito linguístico, verifica-se que o ideal iluminista de respeito e igualdade e constatado na teoria e não desejavelmente na prática, é a problemática persiste seja pelo tabu que esse tema e submetido, mas também pela existência de uma variante na forma padrão do português.

Primeiramente, vale ressaltar que o tabu é um grande propulsor da adversidade. De acordo com Michael Foucault em seu estudo sobre temas proibidos, a sociedade tende a tornar tabu tudo àquilo que traz desconforto a população. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que debater sobre o preconceito linguístico deixa o tecido social desconfortável, promovendo a ausência de diálogos sobre o tema o que consequentemente leva a desinformação, terminando enfim no preconceito infundado.

Além disso, é evidente que o fato de existir uma variante padrão faz com que os demais sejam desprestigiados, gerando o preconceito linguístico. Esse tipo de preconceito pouco discutido acentua ainda mais a desigualdade social no país, pois a língua está totalmente ligada à estrutura e aos valores da sociedade, sendo os falantes da norma culta àqueles que apresentam maior nível de escolaridade e poder aquisitivo. Logo, e necessário à tomada de atitudes para combater esses obstáculos.

Portanto, para isso é imprescindível que as escolas, façam uma abordagem mais profunda sobre o tema do preconceito linguístico nas aulas, por meio de debates e diálogos entre os alunos, a fim de promover o respeito com as diferentes variantes existentes na língua. Ademais, é necessário que as redes midiáticas propaguem anúncios e publicidades a respeito do tema, com a finalidade de incentivar a conversa sobre o assunto, dando um fim no tabu.