Preconceito Linguístico

Enviada em 21/07/2021

Segundo o artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos.” Contudo, ao analisar o preconceito linguístico presente em questão no Brasil, verifica-se que, lamentavelmente, tal prerrogativa na prática não tem sido tratada da maneira que merece. Dessa forma, o problema motivado não apenas pela carência de ações governamentais como também pela falta de consciência presenta na sociedade promove mais um impasse entre os cidadãos do país.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o preconceito linguístico deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coibam tais recorrências. Nesse viés, segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil, devido à falta de atuação das autoridades, pois o governo não desenvolve projetos e campanhas com o objetivo de conscientizar a população sobre a importância da aceitação da diversidade linguística, além disso não coloca em prática leis suficientemente rígidas com o intuito tornar o preconceito crime. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é fulcral salientar que a filósofa Hanna Arendt, em seu livro ‘Banalidade do mal’, refletiu sobre o processo de massificação social, em que  todos os indivíduos possuem o mesmo padrão de gostos e comportamentos. Com efeito, quando se fala sobre preconceito linguístico, é fácil perceber que ideia defendida por Hanna tem total relação com a temática, já que as pessoas não têm o conhecimento necessário para entender a extensa variedade linguística se tornando assim inconscientes e intolerantes diante do tema. Logo, nota-se que o Estado, como detentor do dever de conscientizar sua população sobre seus direitos e bens sociais, mostra-se indiferente em relação à problemática, tornando essa uma das causas mais nocivas da questão.

Depreende-se, portanto, a urgência de novas medidas para reverter o impasse no Brasil. Para isso, a Governo Federal deve criar um projeto que vise informar a população sobre a importância de compreender a variedade linguística existente no país. Isso deve ocorrer por meio de propagandas televisivas e de reportagens, com a participação de profissionais competentes e membros da comunidade, a fim de garantir os direitos dos individuos prejudicados e mobilizar a população. Dessa maneira, será possível que o problema seja gradativamente minimizado no país.