Preconceito Linguístico
Enviada em 29/07/2021
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Porém, a questão do preconceito linguístico contraria o ponto de vista do filósofo, uma vez que, no Brasil, essa parcela da população é alvo de discriminação constante. Diante dessa perspectiva, faz-se indispensável a análise dos aspectos que favorecem esse quadro.
Inicialmente, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o preconceito linguístico. Nesse sentido, a falta de legislação torna-se impulsionadora do transtorno uma vez que, não existe uma lei para combater tal discriminação. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo John Locke, configura-se como uma violação do ‘’contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como o direito à integridade moral, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar a base educacional lacunar como impulsionador da intolerância à variação linguística no Brasil. Segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 11 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever. Diante do tal exposto, o grande número de pessoas com baixa escolaridade é reflexo de um país onde não há o devido investimento na educação primaria, prejudicando a parcela mais carente da população. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a pendurar.
Depreende-se, portanto, a urgência de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Governo, por meio de investimentos federais, estatais e municipais promova melhorias no sistema educacional a fim erradicar o analfabetismo no Brasil. Ademais, o Ministério da Cultura deve formular leis que criminalizem manifestações de ódio contra a fala de qualquer indivíduo a fim de penalizar os infratores. Assim, se consolidará uma sociedade mais justa, onde o Estado desemprenha corretamente seu contrato social’’, tal como afirma John Locke.