Preconceito Linguístico

Enviada em 25/10/2021

É inegável que o Brasil é formado a partir da miscigenação e do multiculturalismo. Logo, em âmbitos históricos, socioeconômicos e culturais, convivemos diariamente com inúmeros “tipos de pessoa”. Assim, a diversidade se encontra na fala também, variando de acordo com a região e o contexto social no qual o falante está inserido. No entanto, essa pluralidade não nos torna imune ao preconceito linguístico, termo que se refere-se ao desrespeito como variedades linguísticas, sendo uma prática retrógada a ser combatida.

Em primeiro lugar, uma Constituição Federal promulgada em 1988 instaura como dever do Estado garantir respeito as diferenças culturais. Porém, na prática o que ocorre é uma supremacia de determinados modos de falar, como retratado no filme “que horas ela volta” em que uma empregada e sua filha são humilhadas por seus patrões devido ao seu sotaque nordestino, sendo essa realidade uma realidade também presente para as telas.

Outrossim, ocorre uma confusão em diferenciar a gramática normativa da língua falada, está caracterizada pela informalidade. Logo, um exemplo de como isso ocorre está presente nos vídeos da humorista Marcela Tavares, em que ela corrige, aos gritos, pessoas que falam de forma “errada”, mostrando como a sociedade ridiculariza e discrimina falas que fogem a norma formal, esquecendo que a função principal da palra é transmitir uma mensagem, sendo indiferente a forma como as palavras são pronunciadas - se essa para entendida pelo o ouvinte.

Portanto, medidas são necessárias para reverter essa realidade. O Ministério da Cidadania deve criar a Lei de Preconceito Linguístico, que será responsável por punir todos tipo de discriminação referente a fala, aplicando penas e multas compatíveis com a infração cometida. Ademais, veicular nas mídias sociais do governo campanhas a respeito da temática, buscando superar essa adversidade.