Preconceito Linguístico
Enviada em 05/08/2021
No livro “Preconceito linguístico: O que é, como se faz”, de Marcos Bagno (2002, p 19), “uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa mundi não é o mundo…Também a gramática não é lingua”. Nesse sentido, o preconceito linguístico é uma forma de discriminação social e regional, que fundamenta-se em julgar o indivíduo pelo modo como ele se comunica.
Primordialmente, é importante destacar que, no pais, educação e renda financeira estão interligadas. Segundo Bagno, “O preconceito linguístico deriva da construção de um padrão imposto por uma elite econômica e intelectual que considera como “erro”, consequentemente, reprovável tudo que se diferencie desse modelo”. Assim, as pessoas mais sucetíveis de sofrerem com tal abuso, são as com renda mais insatisfatória.
Ademais, a discriminação com os sotaques ou sobre aos regionalismos típicos de áreas mais pobres, é um dos principais motivos do preconceito liguístico. Na série “Turma Da Mônica”, por exemplo, em um episódio, Chico Bento, um menino do campo, vai visitar o seu primo na cidade e lá é vitima de discrimação pelo seu modo de falar e agir. Paralelamente, mesmo que o desenho seja predominantemente assistido por um público infantil, ele consegue abordar temas extremamente importantes. Logo, pessoas que moram em áreas rurais são bastante sucetíveis a sofrerem tamanha arrogância.
Portanto, é preciso que o Ministério da Educação, junto as familias e aos professores da lingua portuguesa, conscientizem as crianças e os adolescentes desde já. Os familiares devem se responsabilizar a orientar as suas crianças que ,mesmo em um só país, há diferentes formas de falar o português, e que todas estão igualmente corretas. O Ministério da Educação pode investir, e em conjunto com os educadores, elaborar aulas mais dinâmicas, palestras, e debates, com finalidade de ilustrar aos mais jovens, que o português apresenta múltiplas variedades.