Preconceito Linguístico
Enviada em 29/08/2021
A colonozição portuguesa no Brasil influenciou em inúmeras características presentes no país. Uma nação com enorme área territorial e que historicamente abriga povos de todas regiões do mundo, desde sua fundação até os dias atuais, com certeza apresenta diversidades culturais ao longo de todo o seu território. Uma dessas variações, é a liguística. Apesar de ser um país monolíngue, o Brasil tem um número abundante de dialetos, sejam eles por questões culturais, históricas, socioeconômicas, raciais e outros fatores. Mesmo que não haja um português mais correto que o outro, existe um preconceito linguístico disseminado dentro da sociedade brasileira, e esse problema precisa ser resolvido. Primeiramente, devemos entender que a língua portuguesa no Brasil, apresenta peculiaridades regionais, como sotaques, expressões, e até mesmo o significado de algumas palavras. Essa variedade sofreu uma imposição de padrões, em que uma supremacia julga o que é aceito e o que não é. Essa problemática se infiltrou até no sistema educacional brasileiro, que condena qualquer forma de escrita ou fala que não estejam dentro das normas criadas por pessoas pertencentes à um grupo elistista. Essas atitudes cometidas por muitos docentes e os demais funcionários do ambiente escolar, oprimem uma determinada população, e agrava cada vez mais o preconceito. Além disso, deve ser analisado a estrutura da sociedade, e como foram criados tais modelos impostos no meio educacional. Todos os padrões surgem através de decisões e costumes pertencente à elite. A linguagem considerada “rude” ou “imoral”, está fortemente relacionada às populações negras e de baixa renda, já que são um grupo minoritário, e não devem ser considerados um modelo a ser seguido. Desse modo, os privilegiados tem a oportunidade de moldar os conceitos de certo e errado, simplesmente por ter um maior valor capital ou um cargo mais renomado comparado aos outros cidadãos. Diante do que foi dito acima, é necessário resolver esse empecilho. Cabe ao Ministéro da Educação tornar o ensino brasileiro menos opressor. Isso pode ser feito por meio de atualizações na grade curricular dos ensinos fudamental e médio, como por exemplo, acrescentar mais conteúdos de variação linguística nas matrizes escolares. Com a abordagem desse determinado tema, de forma respeitosa e profissional, é esperado que as futuras gerações de alunos consigam estudar e analisar caracteríticas regionais da língua portuguesa, sem inferiorização ou depreciação.