Preconceito Linguístico

Enviada em 05/09/2021

A partir do século 19, os europeus que foram motivados pelo incentivo governamental da época, passaram a migrar para o Brasil, com essa ação promoveu a mistura linguística e fonética da língua portuguesa. Diante desse panorama, é evidente que o Brasil é um país com bastantes variações regionais, em que algumas das regiões são desrespeitadas por um grupo social que possuem um conhecimento exacerbado da norma culta brasileira, como também, a ausência de leis que advertem o preconceito linguístico.

Em primeiro plano, é importante destacar que o preconceito linguístico é uma forma de segregação de pessoas com baixa escolaridade. A respeito disso, de acordo com o renomado professor Marcos Bagno, o preconceito Linguístico é uma forma de repulsa às variedades no linguajar dos indivíduos com menor prestígio social. Sob essa lógica, as classes sociais que possuem maior domínio da norma padrão da língua portuguesa, acabam rebaixando as demais formas de falar que utilizam gírias, formas de locução e uma oratória mais coloquial. Dessa maneira, irá desenvolver uma reprovação por sujeitos que não possuem conhecimentos na linguagem padrão e a segregação em  vários âmbitos públicos.

Sob outro prisma, é imprescindível ressaltar a importância de uma lei que proteja os cidadãos que sofrem a segregação linguísica. Análogo a isso, segundo a Constituição Federal brasileira, a prática de preconceitos de raça, cor, etnia e religião, são crimes sujeitos a pena de até 5 anos. No entanto, essa lei não possui um enfoque no preconceito linguístico, pois vários cidadãos são diariamente discriminadas em entrevistas de emprego e em diversos âmbitos públicos, nas quais são impedidas de entrar por conta de não falarem de uma forma que as pessoas presentes são acostumadas. Desse modo, o Poder Legislativo deve imediatamente desenvolver uma lei unicamente pautada na prevenção que indivíduos fiquem sem a liberdade de expressão, por causa de serem silenciados pelo o preconceito linguístico.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para solucionar esse imbróglio. Destarte,  cabe ao Ministério da Cidadania em parceria com a mídia, realizem mais divulgação sobre o preconceito linguístico, por meio de propagandas nas televisões abertas e fechadas, a fim de reduzir a segregação sofrida pelas classes sociais mais pobres e promover mais liberdade de expressão por todas as camadas cidadãs. Além disso, o Poder Legislativo pode, ainda, aumentar a pena para os praticantes do preconceito linguístico, em direção de incentivar a igualdade na sociedade. Somente assim, o Brasil será um país terá mais democrático e expressivo por todas suas camadas comunitárias.