Preconceito Linguístico
Enviada em 11/09/2021
O preconceito linguístico é a discriminação existente entre os falantes de um mesmo idioma, no qual não há o respeito pelas variações linguísticas como, sotaques, gírias,e muitas outras formas de fala de uma determinada região ou grupo social. Em princípio, esta forma de preconceito relaciona-se de forma comum entre os habitantes das capitais e de interiores em seu modo de falar, infelizmente, surgindo um grande conflito social e cultural.
A princípio, nota-se que a questão em pauta é essencial para o desfecho de tal problema, pois este preconceito está enraizado em questões sociais e culturais. Segundo o professor, linguista, e filólogo Marcos Bagno, o preconceito linguístico é todo juízo de valor negativo às variedades linguísticas de menor prestígio social, interligando-se ao preconceito regionais, socioeconômico e cultural.
No Brasil, o preconceito linguístico é muito perceptível no âmbito regional e socioenconômico. Referente ao primeiro caso, a maioria dos agentes de tal ato negativo, habitam grandes centros populacionais, os quais monopolizam cultura, mídia e economia, como Sudeste e Sul, tendo como vítimas as regiões consideradas culturalmente atrasadas como norte, nordeste e centro-oeste,criando-se pensamentos comuns como o de um “nordestino analfabeto” ou " goiano caipira". No segundo caso, o preconceito linguístico dirige-se da elite econômica para as classes mais pobres.
O preconceito com gírias ou expressões referentes a comunidade como específicas LGBTQIA+ e, consequentemente, repudiadas por aqueles que possuem aversão a esse grupo social. Em princípio, a polêmica em torno de uma questão da prova do Enem de 2018 que versava sobre o pajubá (dialeto criado pela comunidade LGBTQIA+), é uma confirmação sobre o preconceito linguistico.
Podemos concluir, que este ato torna-se negativo em meio a uma sociedade diversificada culturalmente, pois medidas, projetos e campanhas tem de ser tomadas para haver equilíbrio social e cultural. Ademais,a participação de escola, família e mídia e do governos, são essências na propagação do respeito linguístico, lembrando-se que todos somos iguais perante a constituição.