Preconceito Linguístico

Enviada em 28/09/2021

No período do Brasil Colônia, a miscigenação de culturas diversificou a forma de falar em cada região do país. Hodiernamente, mesmo com todos os avanços sociais, as diferentes bases na linguística se tornou ainda mais recorrente, diante disso, o aumento do preconceito regional e cultural demonstra uma superficialidade na esfera global. Com efeito, a consolidação desse problema é um obstáculo para o desenvolvimento da nação, em virtude do legado histórico-cultural e desigualdade social.

Sob essa ótica, é indubitável que a negativa ação familiar esteja entre as causas do problema. Com isso, a filosofia de Emile Durkheim deve ser usada, “Um fato social molda o modo de agir dos indivíduos de um determinado grupo pela influência que ele tem sobre eles“. Nesse sentido, consoante ao pensamento do filosófo, a discriminação é um hábito adquirido no seu meio de vivência, pois se tornou uma prática comum e conveniente, logo o modo de agir será repetido entre gerações, o que concebe ataques diretos a costumes gramaticais de determinado grupo. Nesse contexto, se houver negligenciação de atitudes adequadas, será comum situações como evasão escolar pelo receio do “bullying“, provocando aumento na taxa do analfabetismo.

Sob esse viés, é de conhecimento geral que a diferença de classe interfere no aprendizado do cidadão, o que é alarmante. Tal problemática fica evidente na obra literária de Graciliano Ramos “Vidas Secas“, na qual retrata a vida de retirantes no sertão fugidos da seca, onde o chefe da familia, se autodenomina um animal por não possuir conhecimento da norma padrão. Nesse aspecto, observa-se que a ficção não se difere da realidade, uma vez que a dificuldade de acesso a educação em zonas rurais e periféricas auxilia na falta de conhecimento da língua portuguesa, além disso, qualificações e oportunidades em um meio onde a escassez de recursos é extrema, acarreta um alto índice de desemprego por essa parcela da sociedade. Nesse âmbito, o setor terciário de produção está saturado, sem geração de cargos de baixo requistos curriculares, o que retrata a discrepância econômica em um Brasil de desigualdades e retrocessos.

Infere-se, portanto, que são essenciais medidas operantes para melhorias no setor educacional. Sendo assim, cabe ao MEC - Ministério da Educação criar projetos de abrangência nacional, através da inserção de chips de internet e a de compra de transportes para locomoção em locais mais afastados, com o intuito de auxiliar adultos e jovens no processo de aprendizagem e gosto pelo conhecimento de uma língua. Desse modo, a taxa de profissionais com o ensino médio completo irá aumentar, possibilitando uma chance de interesse em cursos técnicos e superiores, em consequência será construida uma sociedade livre de esteriótipos.