Preconceito Linguístico

Enviada em 08/09/2021

O Inventário Nacional de Diversidade Linguística, INDL, tipifica as diferentes línguas presentes na sociedade brasileira como um patrimônio cultural. No entanto, essa jurisprudência é contestada, uma vez que há a problematização envolta do preconceito linguístico no país. Inquestionavelmente, essa falha ocorre devido á insuficiência de palestras de ensino, voltadas para a importância da valorização da pluralidade de dialetos nacionais e à falta de regulamentação de leis que visam extinguir a discriminação gramatical.

A princípio, deve ser ressaltado que o Estado falha ao não promover debates, em instituições de ensino, voltadas para a imprescindibilidade da eliminação do preconceito linguístico. Indubitavelmente, modalidades de ensino focadas na extinção dessa discriminação são necessárias, mas a falta de incentivo governamental nessas discussões, acarreta o estabelecimento de mais um empecilho na busca pela integração de dialetos na nação. Outrossim, a carência de apoio de órgãos legislatoriais a essa lecionação tem como seguimento o desconhecimento das massas sobre o aumento das taxas de intolerância gramatical no país, fato esse que contribui para a normalização dessa ilegalidade. Por conseguinte, da falta de incentivo governamental e da inépcia da população, a desinformação populacional continuará a motivar a estigmatização e a repressão das línguas, afirmação que é exemplificada pelo G1, pode ser revertida com o investimento nas escolas.

Além disso, é de conhecimento público que a exiguidade de regulamentação de leis é um dos empecilhos para a obliteração do preconceito linguístico. Sob o mesmo ponto de vista, segundo o veículo de informações UOL, as leis existentes, como o Art. 140 do Código Penal, que tipifica a discriminação de dialetos nacionais como crime, são uma previdência, mas somente com os decretos regulamentares são determinados os detalhes de como uma diretriz irá agir. Visto isso, é evidente que sem a estandardização, os índices de intolerância continuarão crescendo, circunstância essa que, conforme o G1, acarretou o índice de 28% de brasileiros vítimas de inclemência devido ao seu linguajar regional.

Em suma, com a falta de palestras de ensino e o desprovimento de regulamentação de leis, urge que o Ministério da Educação, junto ao Ministério da Propaganda, organize palestras mensais, por meio de anúncios em meios de comunicação on-line, que permitirão o diálogo entre os participantes, para politizar a população sobre o preconceito linguístico presente no país. Ademais, promover assembleias públicas, em organizações de aprendizagem, para instruir as massas sobre os índices de discriminação de dialetos, o que resultará em uma nação informada, com o efeito de criar cidadãos conscientes.