Preconceito Linguístico
Enviada em 15/09/2021
No livro “Morro dos ventos uivantes” é relatado uma cena em que o personagem -chamado Hareton- é humilhado diversas vezes por não saber se portar diante da norma padrão, assim como por ser analfabeto. De forma análoga, é a realidade de muitas pessoas brasileiras que sofrem ataques frequentes de preconceito linguístico, o qual é impulsionado pela imposição de um padrão, ocasionando em uma exclusão social.
Em primeira análise, é importante analisar a importância de uma “norma culta” para a salientação da problemática. De forma que, o filósofo Marcos Basno afirmou que o preconceito deriva da exigência de um exemplar pela sociedade intelectual, que despreza tudo que se diferencia.
Sendo assim, os indivíduos que não exercem esse modelo de fala são duramente julgados e oprimidos por aqueles que se encaixam à exigência, promovendo o preconceito linguístico.
Outrossim, é imprescendível salientar a exclusão social como uma consequência desse problema social. Dessa forma, Jacques Rousseau já preconizou que a natureza faz o homem feliz, mas a sociedade o deprava. Logo, pode-se comparar com o argumento apresentado acima, já que os estigmas deixados pela ignôrancia e arrogância dos preconceituosos, provoca nas vítimas: baixa autoestima, baixa autonomia e medo de se expor a um meio social, e ser hostilizado pelas “marcas” em sua fala. Sendo assim, é comum que muitos se isolem e sejam isolados das atividades em conjunto.
Portanto, diante dessa situação, cabe ao Ministério da educação promover campanhas sociais e palestras, por meio das redes televisas e midíaticas com o intuito de instruir a população sobre a sociolinguística, visando diminuir os casos de preconceito linguístico. Além disso, a fim de evitar que casos como o de “Hareton” se propaguem ainda mais na sociedade brasileira.