Preconceito Linguístico

Enviada em 12/09/2021

A Constituição federal de 1988 garante que a população deve ser tratada de maneira digna e ética, de forma a priorizar a equidade. No entanto, a realidade é o oposto do que o esperado na carta constitucional, visto que o preconceito linguístico está presente na sociedade brasileira. Logo, é possível pontuar que não só a negligência governamental, como também a falta de debate sobre o assunto, são fatores presentes na temática.

Nessa perspectiva, vale ressaltar a ineficácia do poder público como um agravante da temática.  Desse modo, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o Estado é resposável por garantir o bem-estar da população, porém, a realidade brasileira vai contra o pensamento de Hobbes, uma vez que o governo não realiza projetos que visam acabar com o preconceito línguistico, que afeta milhões de brasileiros diariamente.

Ademais, é possível destacar a falta de debate sobre o assunto um desafio nessa temática. Dessa forma, de acordo com John Locke, na teoria da tábula rasa, o ser humano nasce sem conhecimento e tudo é adquirido através de experiências. Dessa maneira, a ausência de discussão sobre o preconceito linguísto é um grande problema, visto que o Brasil é um país com diversas váriações linguísticas, que devem ser valorizadas e não restringidas, uma vez que fazem parte da cultura brasileira.

Portanto, medidas são necessárias para atenuar esse problema. Logo, o Estado, como instância máxima da administração executiva, junto com a Mídia, deve criar um projeto que vise informar a populaçao sobre a importância das variações línguisticas na cultura brasileira. Essa ação deve ocorrer através de propagandas televisivas e nas redes sociais, com intuito de atingir o maior número de pessoas. Assim, com essas medidas, o preconceito linguístico não será mais um desafio no Brasil.