Preconceito Linguístico
Enviada em 20/09/2021
De acordo com a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros são iguais perante a lei. No entanto, o que se observa é que o número de casos de preconceito linguístico cresce cada vez mais. Nesse sentido, torna-se fundamental a discussão sobre esse problema, uma vez que essa alarmante realidade se deve à carência de influência midiática e à insuficiência de leis.
Primeiramente, pode-se destacar a falta de intervenção midiática como dificultador do problema. Isso porque, segundo pesquisa realizada pelo G1, somente 3,5% dos meios de comunicação noticiam casos de preconceito linguístico ou geram conteúdos sobre esse tema, como debates e documentários. Logo, inúmeros indivíduos são privados de se informarem e de compreenderem melhor sobre esse relevante assunto. Dessa maneira, devido a carência de informação, o entendimento de toda a população sobre as variedades linguísticas existentes no país é prejudicado, o que atrasa cada vez mais a solução desse preocupante problema.
Ademais, há a influência da deficiência de leis, a qual agrava significativamente a resolução do problema. Desse modo, sob a perspectiva filosófica de John Locke, é indispensável a adoção de leis para que todas as pessoas possam ter liberdade. Contudo, estudo feito pela CNN Brasil mostra que as leis existentes não têm sido suficientes para controlar o preconceito linguístico. Nesse sentido, inúmeros indivíduos continuam propagando o ódio e o preconceito, visto que não possuem medo de sofrerem punições e, consequentemente, as vítimas continuam sofrendo cotidianamente com a falta de liberdade, o que contraria a visão de Locke.
Diante disso, é de extrema necessidade a adoção de medidas capazes de assegurar a solução do problema. Para tanto, é dever do Ministério da Cidadania, com o apoio da mídia, a adoção de campanhas educativas, por meio das redes sociais e da televisão, de modo que ensinem sobre as variedades linguísticas e a importância de respeitá-las, tendo como finalidade a conscientização de toda a nação e a diminuição dos casos de preconceito linguístico. Nessa perspectiva, tais campanhas devem conter exemplos de variações linguísticas, sejam elas sociais, regionais ou históricas, e utilizar relatos pessoais de indivíduos que já sofreram determinado tipo de preconceito. Com isso, será possível o pleno cumprimento da Constituição Cidadã.