Preconceito Linguístico

Enviada em 04/10/2021

Machado de Assis, em sua fase realista, despiu a sociedade e teceu críticas aos comportamentos egoístas e superficiais que caracterizam essa nação. Fora da ficção, percebe-se aspectos semelhantes no que tange à questão do preconceito liguístico no Brasil. Nesse sentido, é racional afirmar que o problema persiste em razão de uma base educacional lacunar e de uma superioridade criada por parte da sociedade.

Primeiramente, a padronização educacional caracteriza-se como um complexo dificultador para o combate ao preconceito linguístico. De acordo com Immanuel Kant “o ser humano é resultado da educação que teve”. Nessa perspectiva, é possível observar que a falta de conhecimento sobre a diversidade linguística, acentua à exclusão de fala de pessoas que se comunicam em formas, caracterizadas como, sem prestígio social.

Ademais, há uma sensação de superioridade  como promotora do problema. Segundo a teoria Eugeniana, criada no século dezenove, e utilizada como base do Nazismo, defendia o controle social por meio da seleção de aspectos considerados melhores. No atual cenário brasileiro, o conceito de “Eugenia de Superioridade”, pode ser percebida na questão do preconceito linguístico, cuja a base desse problema é uma forte e persistente discriminação.

Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Para isso, o Ministério da Educação pode criar os “Jogos Linguísticos”, com conteúdos sobre a variação linguística e diversidade cultural, que por meio de plataformas digitais, poderá ser adquirido e utilizado em escolas com a finalidade de mobilizar a comunidade escolar e problematizar as consequências de tal discriminação. Assim, o preconceito linguístico pode ser combatido.