Preconceito Linguístico
Enviada em 26/10/2021
Segundo o filósofo Thomas Hobbes, ’’ É dever do Estado garantir o bem-estar de todos os indivíduos em sociedade’’. Contudo, percebe-se a negligência governamental perante a questão do preconceito linguístico. Sabe-se que a forma escrita da língua portuguêsa é bem diferente da falada, com sotaques, gírias e vocabulários únicos, porém estas diferenças não são bem aceitas em certos espaços sociais, criando uma cadeia de preconceitos contra classes regionais e sociais.
Primeiramente, é irrefutável dizer que a língua portuguêsa não é limitada apenas à norma culta; o Brasil é um país rico por sua diversidade cultural, com linguagens que variam a cada região. Entretanto, a variedade linguística brasileira ainda é tida como um ‘‘mal’’ para algumas pessoas. De acordo com o site G1, 30% dos brasileiros já sofreram ataques por conta do seu sotaque e vocabulário, as vítimas relatam que os ataquem ocorrem em formas de ‘‘piadas’’ com o intuito de reprimir a sua formar de falar e agir.
Em segundo instante, o preconceito linguístico ocorre entre as classes sociais, com uma nova variação da linguagem sendo criada por aqueles que não têm acesso à educação. Ademais, esta nova variação contribui para o crescimento do desemprego, tendo em vista que empresas não contratam ‘‘pessoas que falam errado’’. Assim sendo, entende-se que privatização da qualidade educacional colabora para a crescente da mazela, ou seja, o Estado tem falhado com o conceito de Hobbes por não preservar seu bem-estar.
Desse modo, urge que medidas sejam aplicadas para atenuar a problemática. Portanto, o Congresso Nacional, deverá criar a ‘‘Lei da Linguagem’’ na qual, qualquer tipo de preconceito linguístico será crime inafiançável. Por outro lado, o Ministério da Educação deve investir no ensino público básico, nas comunidades carentes, com foco em linguagens para que assim, a mazela seja amenizada.