Preconceito Linguístico

Enviada em 09/11/2021

No século XIX,Émile Durkheim, expoente representante da ciência social moderna, equiparou a sociedade a um organismo vivo que composta por órgãos conserva o bem-estar social.Contudo, no Brasil isso é comprometido, haja vista que o país convive com o preconceito linguístico.Essa situação infeliz está relacionada a instrução educacional e a submissão congnitiva comportamental.

A princípio, segundo Paulo Freire ’’ Se a educação sozinha não transforma a sociedade sem ela tam pouco a sociedade muda’’.No Brasil,essa incumbência na remodelação coletiva, é transgredida, uma vez que embora seja de responsabilidade da escola realizar uma abordagem que valorize a pluraridade linguística da nação, muitas instituições de ensino legitimam, apenas o titulado português padrão  _vocabulário complexo com regras gramaticais normativas.Por conseguinte, estudantes que confrontam esse modelo tanto na escrita quanto na diccção sofrem coersão por parte dos colegas e professores.

Outrossim, destaca-se a influência dos meios de comunicação como mantenedora do preconceito linguístico no Brasil.No constexto atual, de acordo com Noam Chomsky, a existência humana é marcada pelo exercício constante da persuasão, estando alçada a mídia este ‘‘jogo de sedução’’.Nessa perspectiva, pode-se perceber que ao retratar de forma cômica e pejorativa as variantes linguísticas tais como a nordestina e a ‘‘caipira’’ as novelas, filmes e séries comprovam a teoria do linguíta americano, visto que estas redes de entretenimento com seu poderio na formação de opinião levam a naturalização do preconceito linguístico.

Infere-se, portanto, que o preconceito linguítico no Brasil está diretamente relacionado ao vigente modelo pedagógico e a capacidade de convencimento da mídia.Para combater a problemática, cabe às prefeituras, utilizando parte do fisco municipal, repasses federais e estaduais atuarem em conjunto as escolas pública e privadas locais.De imediato,os professores nas aulas de gramática, devem trabalhar a questão da diversidade do português brasileiro, com seus ricos traços e sotaques.Mais adiante, deve-se promover trimestralmente palestras e rodas de conversa entre alunos, responsáveis e fonoaudiólogos, para debater e desconstruir o errôneo julgamento de que existe comicidade na pronúcia de determinados grupos regionais.Com esse conjunto de medidas, é possível que a sociedade seja mais articulada tal qual um ‘‘corpo biológico’’.